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Cirurgia Estética ou Reparadora: Quais as Diferenças?

por Dr. Fernando Rodrigues |  30 de janeiro de 2019
Cirurgia Estética ou Reparadora: Quais as Diferenças?

A busca pela satisfação com o corpo tem aumentado a busca por procedimentos estéticos. Isso porque cada vez mais homens e mulheres têm procurado por cirurgiões plásticos e clínicas de beleza.

No Brasil, famoso por ter um dos povos de maior beleza física do mundo, isso não é diferente. Estamos entre os países em que mais se buscam cirurgias no mundo, sejam elas estéticas ou reparadoras.

A cirurgia plástica tem pelo menos duas áreas de interesse: Cirurgia Estética ou Reparadora. A primeira costuma ser opcional, ligada à aparência e a imposições da sociedade. Já a segunda, está diretamente ligada a uma necessidade real e em muitos casos a questões de saúde.

Cada uma dessas intervenções têm objetivos específicos e também diferenças cruciais. Para ajudar, explicaremos neste post quais são as diferenças entre a cirurgia plástica reparadora e a estética, assim como quais são os casos que recebem indicação para cada uma. Confira!

Objetivos da Cirurgia Plástica Estética

A cirurgia plástica estética é feita para melhorar a aparência, visto que corrige imperfeições ou melhora o contorno e a forma do corpo. Quem se submete a um procedimento estético não busca saúde física, mas a melhora em algum aspecto que normalmente não agrada ou incomoda.

As situações que levam uma pessoa a fazer uma cirurgia estética costumam não dar prejuízo na ordem funcional, mas sim na ordem psicológica, como baixa autoestima. São detalhes que de tão incômodos e constantes levam o paciente a buscar um procedimento estético.

Às vezes o resultado não esperado de uma operação anterior — corrigir cicatrizes por exemplo — pode ser a causa pela busca por uma cirurgia plástica estética. Em sua maioria, são procedimentos de alteração de forma e tamanho de nariz, orelhas ou da mandíbula, ou até mesmo das mamas.

Uma exceção na categoria estética que pode estar ligada a saúde é a lipoaspiração. Ela pode ser recomendada caso o sobrepeso seja um risco a saúde do indivíduo.

Objetivos da Cirurgia Plástica Reparadora

Como o nome já indica, a cirurgia plástica reparadora é indicada em casos de lesões por acidentes que levaram a deformação do indivíduo, ou em situações de defeitos físicos congênitos.

Ao contrário das intervenções com o objetivo apenas estético, as cirurgias de reparação são consideradas fundamentais. Afinal, esse tipo de operação melhora a qualidade de vida e a saúde da pessoa, assim como também auxilia na recuperação psicológica do paciente.

Essa cirurgia é indicada quando há uma patologia genética ou adquirida. É considerada ainda mais urgente quando existe um déficit funcional, seja ele parcial ou total, graças a um problema de saúde. Em alguns casos a cirurgia plástica reparadora pode ser necessária para a recuperação de um paciente.

São cirurgias de cunho menos estético e muito mais focadas em funções reparadoras, e ainda para restabelecer a funcionalidade e forma mais próxima possível da normal.

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Indicações da cirurgia plástica reparadora

Reconstrução de mama após câncer

Na maioria dos casos a cirurgia é o tratamento de escolha para o câncer de mama. O objetivo principal é retirar o tumor e uma margem de segurança, a fim de evitar o retorno do câncer. Sendo assim, a área retirada depende da extensão do cisto.

Existem dois principais tipos de cirurgia. A primeira é chamada de cirurgia conservadora, em que retira-se o segmento ou quadrante da mama em que está localizado o tumor, preservando o restante. Na segunda opção, nomeada mastectomia, é preciso retirar toda a mama, o que inclui todo o tecido mamário e outras estruturas vizinhas.

Em ambos os casos pode ser necessário realizar uma intervenção para recuperar o formato da mama, assim como o seu volume. Dessa forma, o objetivo dessa cirurgia plástica reparadora é devolver ao seio um aspecto estético o mais semelhante possível do que a paciente deseja. A reconstrução pode ser imediata (logo após a retirada da mama) ou posterior, em outro procedimento, chamado de reconstrução tardia.

Diminuição dos seios de tamanho excessivo

A mamoplastia é a cirurgia indicada para pessoas que têm seios excessivamente grandes. Isso porque muitas vezes o peso das mamas pode causar dores nas costas, desvios na coluna e limitar a paciente de realizar atividades físicas, como correr e praticar esportes. Além disso, o grande volume dos seios também é uma causa de problemas na autoestima, visto que a pessoa envergonhada passa a se isolar socialmente.

Nessa cirurgia, o cirurgião moldará seios menores. Em alguns casos é indicado colocar, no mesmo procedimento, próteses de silicone. Dessa forma, a paciente tem uma melhora na qualidade de vida e bem-estar. Afinal, diminui-se as dores na coluna, pescoço e ombros, corrige-se a postura e ainda é possível melhorar a autoestima e a saúde mental.

Melhoria das sequelas de queimaduras

Queimaduras de segundo e terceiro grau são capazes de mudar a conformação da pele. Sendo assim, quando o acidente ocorre em regiões de dobras, como a área posterior do joelho e no cotovelo, a movimentação pode ficar prejudicada. Isso acontece porque a pele adquire uma consistência dura, pouco maleável.

Nesses casos pode-se optar pela cirurgia plástica reparadora para corrigir sequelas de queimaduras. O objetivo é mudar a posição das cicatrizes, de modo que a pessoa pode se movimentar mais livremente. Além disso, esse procedimento também é útil para melhorar a aparência das queimaduras.

Reparação de excesso de pele após cirurgia bariátrica

A cirurgia bariátrica é, resumidamente, a intervenção feita para diminuir o estômago de pessoas obesas com o objetivo de promover a perda de peso. Isso é importante porque a obesidade é um fator de risco para o desenvolvimento de diversas doenças.

Após a perda de peso, que acontece de forma rápida, é natural que áreas como abdômen, braços, coxas e seios fiquem com uma aparência flácida e percam seus contornos. Isso acontece porque há excesso de pele.

Nesses casos está indicado a cirurgia plástica reparadora, também chamada de dermolipectomia. O objetivo não é somente melhorar a aparência do paciente, mas também evitar problemas como dificuldade de movimentação, dermatite nas dobras e desequilíbrios.

A principal diferença entre estética e reparação é que a cirurgia estética pode ser opcional por lidar com características da aparência física. Ou seja, geralmente é uma opção para aperfeiçoar detalhes que a pessoa não gosta. Já a cirurgia reparadora lida com problemas que realmente interferem na saúde, na mobilidade e no relacionamento de um indivíduo.

Para que você consiga identificar a necessidade da intervenção cirúrgica, seja ela estética ou reparadora, é importante consultar-se com um profissional. Afinal, somente um cirurgião plástico experiente pode te ajudar nessa decisão, o que evita problemas futuros com os resultados e, consequentemente, na autoestima.

Ainda tem dúvidas ou quer saber mais sobre cirurgias estéticas ou cirurgias plásticas reparadoras? Então faça a sua pergunta ou conte a sua experiência no espaço de comentários!