Veja em quais casos é possível fazer a correção de cicatriz

por Dr. Fernando Rodrigues |  5 de fevereiro de 2019

Cicatrização é a reparação de tecidos feitos pelo próprio organismo. Dessa forma, a cicatriz é o tecido novo, formado durante o processo de cura de uma ferida. Para que isso aconteça, são necessárias várias etapas e a sua conclusão depende de cada pessoa. Sendo assim,...

Veja em quais casos é possível fazer a correção de cicatriz

Cicatrização é a reparação de tecidos feitos pelo próprio organismo. Dessa forma, a cicatriz é o tecido novo, formado durante o processo de cura de uma ferida. Para que isso aconteça, são necessárias várias etapas e a sua conclusão depende de cada pessoa.

Sendo assim, existem indivíduos que possuem um ótimo poder de cicatrização, ficando com marcas discretas, enquanto outros, por diversos motivos, podem demorar mais para concluir esse processo ou ficar com cicatrizes inestéticas.

A boa notícia é que, em grande parte dos casos, é possível fazer a correção de cicatriz, ou seja, a melhora do seu aspecto estético e até funcional. Veja neste post em quais situações é possível realizar esse procedimento e como ele é feito.

Em quais casos pode-se realizar a correção de cicatriz?

Como falado, o organismo do paciente é responsável pelo processo de cicatrização. Em algumas pessoas pode ocorrer, durante a formação do tecido cicatricial, uma desorganização na produção de colágeno, o que resulta em uma cicatriz hipertrófica, ou seja, em um nível superior da pele. Normalmente esse tecido é rosado e se limita às bordas da ferida.

Já as cicatrizes que formam queloides são caracterizadas pelo excesso de produção de colágeno. Dessa forma, ultrapassa as margens da lesão, invadindo tecidos vizinhos e se tornando bastante extensa. A cor é de tom violeta, e pode haver sintomas como coceira, dor e ardor.

Também existe a possibilidade do processo de cicatrização originar um tecido alargado ou de aspecto indesejado. Além disso, algumas cicatrizes podem atrapalhar a movimentação de membros, limitando o paciente, o que configura uma indicação cirúrgica.

Pessoas com infecção no local da cicatriz, uso de corticoides crônicos, com dificuldade de cicatrização ou histórico de formação de queloide após correção de cicatriz são contraindicadas para realizar operações.

Como esse procedimento pode ser feito?

Cirurgia

Existem várias técnicas que o cirurgião plástico pode usar para remover o tecido cicatrizado. Assim, pode-se optar por cortes em torno da cicatriz, remoção de todo o tecido ou reorganização do mesmo.

Essa é a opção que tem melhores resultados, visto que se forma normalmente uma cicatriz menor e com otimizada tendência à boa cicatrização. Isso é possível porque algumas feridas se regeneram sem sutura (pontos), o que deixa o tecido cicatricial maior.

Aplicação de corticoide

Aplicar corticoide diretamente no tecido cicatricial pode evitar que ele cresça e se torne uma cicatriz hipertrófica ou queloniídea. No entanto, esse procedimento só é útil até os 6 primeiros meses após o fechamento da ferida.

Produtos tópicos

Depois de alguns procedimentos operatórios, como as cirurgias plásticas, é comum que os médicos indiquem produtos tópicos para diminuir o aspecto da cicatriz, normalmente em gel ou pomada. Nesse caso os resultados são leves, mas podem ajudar a diminuir o incômodo com o tamanho ou a coloração do tecido cicatricial.

Tratamento estético

É possível melhorar o aspecto da cicatriz com alguns tratamentos estéticos como o peeling químico, carboxiterapia, laser de CO2 e microdermoabrasão, por exemplo. É importante que esses procedimentos sejam feitos por um médico dermatologista, a fim de garantir a segurança do paciente.

E então, entendeu como é feita a correção de cicatriz? Esse procedimento é capaz de melhorar a autoestima de pessoas que se sentem incomodadas com suas cicatrizes. Compartilhe este post nas redes sociais e ajude outras pessoas a se informarem!